Exercitando todos os dias a sua autoestima

Exercitando sua Autoestima

Autoestima seria a característica da pessoa que se valoriza, estando satisfeita com sua maneira de ser, com sua forma de pensar ou com sua aparência física, expressando confiança em suas ações e opiniões. Ou seja, ser feliz e se amar com defeitos e qualidades próprios. Como você se vê; qual sua opinião sobre você; que confiança, segurança e valor você acha que tem. Além da autoimagem, autoestima engloba a percepção da própria pessoa diante de seu valor.

Ela é construída socialmente e processualmente, dependendo das interações com o meio que estamos inseridos desde que nascemos até o presente, incluindo meios familiares, sociais, profissionais, de estudos, etc. Desde nossa infância, podemos ser confirmados por nossos cuidadores, aceitando nossas características como um todo (boas e ruins), nos incentivando e oferecendo uma base confiável para um desenvolvimento saudável. Ou podemos ser mimados, superprotegidos, rejeitados, excluídos, inferiorizados, conquistando cada vez mais um conceito negativo de si próprio.

Podemos entender dois aspectos interessantes. Um é o eu ideal: o que a pessoa acredita que deveria ser, baseado em desejos de figuras significativas para ela, aos quais a pessoa segue a fim de obter aprovação, se sentir aceito. O outro seria o eu real: o que a pessoa de fato é, incluindo anseios naturais e características genuínas. No caso da autoestima diminuída, o eu real também está calcado no meio externo, uma vez que a pessoa acredita que ela é, de fato, conceitos negativos que os outros pensam sobre ela. Esses dois “eus” nesse caso acabam por assumir significados distorcidos sobre si próprio, uma vez que estão se baseando no ambiente externo para se autodefinir.  

Buscar o autoconhecimento é muito importante, uma vez que podemos identificar e entender o que acontece e como acontece que nos faz sentir mais ou menos valorizados. E é aí que o trabalho com a psicóloga entra. Auxiliar a compreender sua percepção própria, ou seja, sua própria avaliação sobre si mesmo que foi sendo construída desde que nasceu, juntamente com o como a pessoa pode ver a partir de então, abre possibilidades para mudar rumo ao seu crescimento. Decidir sobre o melhor para sua vida, se apoiando por dentro, e não apenas por bases externas. “Se você necessita que todos lhe dêem elogios encorajadores, tapinhas nas costas, então está fazendo de todo mundo seu juiz” (PERLS, 1977).